A Apple apresentou nesta terça-feira (25) uma nova geração do Mac Studio, agora equipada com os chips M5 Max e M5 Ultra. O computador mantém o gabinete compacto de alumínio, abre a pré-venda em 30 países e regiões e começa a chegar às lojas dos Estados Unidos em 22 de setembro.
O modelo com M5 Max parte de US$ 2.499, enquanto a versão com M5 Ultra começa em US$ 5.499 no mercado americano. No Brasil, a Apple Store lista preços a partir de R$ 30.999 e R$ 69.999, respectivamente, com configurações de memória, armazenamento e núcleos que elevam bastante esses valores.
O comunicado da Apple informa os preços iniciais, a pré-venda em 25 de agosto e as entregas a partir de 22 de setembro. O comparativo do MacMagazine organiza as diferenças de núcleos, memória e conectividade diante dos modelos com M4 Max e M3 Ultra.
A cobertura do 9to5Mac confirma os valores americanos e aponta que o M5 Ultra ficou US$ 200 mais caro que a geração anterior. A ficha da Apple detalha as configurações máximas e as diferenças de portas entre os chips Max e Ultra.
Os núcleos crescem dentro da mesma caixa
O M5 Max chega a 18 núcleos de CPU, ante 16 no M4 Max. A GPU continua com limite de 40 núcleos, agora com aceleradores neurais para operações de inteligência artificial.
Na memória, o modelo Max sobe do antigo teto de 64 GB para até 128 GB e aumenta a largura de banda de 546 GB/s para 614 GB/s. Armazenamento permanece entre 512 GB e 8 TB, portanto a mudança mais clara para projetos grandes está na quantidade de memória disponível.
O M5 Ultra amplia a CPU de 32 para até 36 núcleos diante do M3 Ultra, enquanto a GPU conserva o limite de 80 núcleos. A memória continua chegando a 512 GB, mas a largura de banda avança de 819 GB/s para 1,2 TB/s, mudança importante quando o chip precisa alimentar modelos de IA ou várias trilhas de vídeo ao mesmo tempo.
O salto vem de uma arquitetura inédita de quatro matrizes de silício. A Apple une dois M5 Max, que já são formados por duas matrizes cada, por uma conexão UltraFusion de mais de 4,4 TB/s; na geração anterior, o M3 Ultra reunia duas matrizes maiores.
A principal novidade está no M5 Ultra, opção destinada a trabalhos que exigem muita memória e processamento contínuo. Na configuração mais completa, o chip reúne CPU de 36 núcleos, GPU de 80 núcleos e 512 GB de memória unificada, compartilhada entre o processador central e o gráfico para evitar cópias desnecessárias de dados.
Essa configuração de 512 GB não será entregue junto com os demais modelos em setembro. Segundo a Apple, ela chega somente no fim de outubro, enquanto o M5 Ultra básico traz CPU de 30 núcleos, GPU de 64 núcleos, 96 GB de memória e SSD de 1 TB.
O M5 Ultra mira IA na própria mesa
A Apple posiciona o Mac Studio como uma máquina para executar modelos de inteligência artificial no próprio computador, sem enviar cada tarefa para um servidor externo. A fabricante afirma que o M5 Ultra oferece até 4,3 vezes o pico de processamento de IA do M3 Ultra, comparação baseada em testes internos feitos em julho.
O número não equivale a um teste independente de uso cotidiano e muda conforme o aplicativo, o modelo e a configuração escolhida. A vantagem concreta da memória de até 512 GB é permitir que modelos grandes caibam no sistema local, algo que pode interessar a pesquisadores, estúdios e equipes que lidam com material sigiloso ou cobranças por uso de serviços na nuvem.
A largura de banda da memória chega a 1,2 TB por segundo no M5 Ultra. Em termos práticos, esse valor descreve quanto dado pode circular entre memória e chip a cada segundo, uma medida importante quando a GPU precisa consultar bilhões de parâmetros de um modelo de linguagem.
A empresa também colocou aceleradores neurais em cada núcleo da GPU do M5 Ultra pela primeira vez. Esses circuitos são dedicados a operações matemáticas comuns em IA, mas os ganhos divulgados continuam sendo alegações da Apple até que análises externas comparem máquinas equivalentes com os mesmos programas e ajustes.
Nos testes da fabricante, o processamento de comandos para modelos de linguagem no LM Studio ficou até quatro vezes mais rápido do que no Mac Studio com M3 Ultra. A geração de imagens teria avançado até 4,3 vezes, e o treinamento no recurso CopyCat ML do Foundry Nuke, usado em efeitos visuais, teria sido até 3,3 vezes mais veloz.
M5 Max ocupa a entrada da linha
A versão menos cara traz o M5 Max com CPU de 18 núcleos e GPU de 32 núcleos, além de 36 GB de memória unificada e SSD de 512 GB. A configuração sob encomenda aumenta a GPU para 40 núcleos, a largura de banda de memória de 460 GB/s para 614 GB/s e permite escolher 48 GB, 64 GB ou 128 GB de memória.
Para quem programa, a Apple promete compilações mais rápidas no Xcode e execução local de agentes de código, programas de IA que recebem uma tarefa e trabalham em várias etapas. A empresa não publicou, porém, uma comparação de preço e tempo que permita concluir se o novo desktop substitui servidores alugados em todos os projetos.
O M5 Max também inclui mecanismos dedicados para decodificar e codificar H.264, HEVC, ProRes e ProRes RAW, além de decodificação AV1. Já o M5 Ultra duplica os blocos de codificação e decodificação de vídeo da versão Max, e a Apple diz que ele consegue reproduzir ao mesmo tempo até 33 fluxos de vídeo ProRes 422 em 8K e 30 quadros por segundo.
A ficha técnica prevê SSD de até 8 TB no M5 Max e de até 16 TB no M5 Ultra. A fabricante afirma que a nova arquitetura, baseada em PCIe 6, pode dobrar o desempenho do armazenamento diante da geração anterior, mas não divulgou na apresentação os números de leitura e gravação que o comprador encontrará em cada capacidade.
Mais telas e portas mais rápidas
O Mac Studio com M5 Ultra aceita até oito monitores externos em resolução 6K e 60 Hz ou 4K e até 165 Hz. Outra combinação possível reúne quatro telas 8K a 60 Hz, 5K a 120 Hz ou 4K a 240 Hz, desde que cabos, monitores e conexões também suportem essas taxas.
No M5 Max, o limite cai para cinco monitores externos. A configuração de maior resolução pode usar duas telas 8K a 60 Hz, 5K a 120 Hz ou 4K a 240 Hz, mais uma terceira de até 5K a 60 Hz pela saída HDMI.
As quatro portas traseiras usam Thunderbolt 5, conexão USB-C que alcança até 120 Gb/s em condições compatíveis. O M5 Ultra acrescenta outras duas portas Thunderbolt 5 na frente, enquanto o M5 Max reserva esse espaço para duas USB-C de até 10 Gb/s; ambos mantêm leitor de cartão SDXC frontal.
Na traseira também estão duas USB-A, HDMI 2.1, Ethernet de 10 Gb e saída de 3,5 mm para fones. A rede sem fio passa a usar o chip N1 da Apple com Wi-Fi 7 e Bluetooth 6, duas atualizações que dependem de roteadores e acessórios compatíveis para entregar os benefícios anunciados.
Outra função nova é o genlock por USB-C, que sincroniza com precisão o sinal de uma tela e a captura de uma câmera profissional, inclusive um iPhone 17 Pro. É um recurso voltado a estúdios com várias fontes de vídeo, não uma melhoria visível em tarefas comuns como navegar, escrever ou assistir a filmes.
A conexão Thunderbolt 5 também pode agrupar vários Mac Studio por RDMA, sigla para acesso remoto direto à memória. Nesse arranjo, uma máquina acessa dados da memória de outra com menos intervenção do sistema, e a Apple afirma que quatro unidades processam inferência de IA até três vezes mais rápido do que uma unidade.
O gabinete conhecido fica mais pesado
Por fora, a nova geração conserva os 19,7 cm de largura e profundidade e os 9,5 cm de altura do formato atual. O M5 Max pesa 2,7 kg, e o M5 Ultra chega a 3,6 kg, diferença ligada ao sistema interno necessário para alimentar e resfriar o chip mais potente.
O consumo contínuo máximo indicado na ficha é de 480 W, mas isso não significa que o computador use essa potência o tempo todo. A demanda real varia com a configuração e o trabalho executado, e a Apple ainda não publicou medições detalhadas de consumo em repouso, compilação ou processamento de modelos.
A Apple diz que 35% do material do computador é reciclado, incluindo todo o alumínio do gabinete e partes da estrutura. Trata-se de uma declaração ambiental da própria fabricante, calculada em massa e sem incluir embalagem ou acessórios que vêm na caixa.
O Mac Studio chegará com o macOS 27, que inclui a próxima geração da Apple Intelligence e uma versão renovada da Siri em fase beta. Alguns recursos, idiomas e regiões terão calendários diferentes, portanto a presença do novo chip não garante que toda função de software esteja disponível no dia em que a máquina for ligada.
Preço separa as duas propostas
O M5 Max mantém o preço inicial de US$ 2.499 citado pela cobertura do 9to5Mac para a geração anterior equivalente. O M5 Ultra parte de US$ 5.499, US$ 200 acima do valor inicial do antigo M3 Ultra, e opções de mais memória, armazenamento e núcleos aumentam essa conta.
A configuração de entrada do M5 Max faz mais sentido para criação, desenvolvimento e vídeo quando um notebook não precisa acompanhar o usuário. O M5 Ultra mira equipes que conseguem ocupar dezenas de núcleos, centenas de gigabytes de memória ou várias telas, pois pagar pela capacidade ociosa não torna tarefas leves mais rápidas na mesma proporção.
Em uma mesa pronta para receber o novo Mac Studio, o calendário tem duas marcações: 22 de setembro para as primeiras unidades e o fim de outubro para quem precisa dos 512 GB de memória.
