A ASUS abriu nesta terça-feira (25) a pré-venda do ROG Xbox Ally X20 nos Estados Unidos por US$ 1.299. O computador portátil para jogos será vendido separadamente e chega às lojas em 15 de outubro, enquanto um pacote de colecionador com óculos de realidade aumentada e acessórios custa US$ 2.499.
O X20 comemora os 20 anos da Republic of Gamers, divisão gamer criada pela ASUS em 2006, com carcaça preta translúcida, estrutura interna dourada e um botão Xbox iluminado em verde. A mudança mais relevante para jogar, porém, está na tela OLED de 7,4 polegadas, maior que o painel de 7 polegadas usado no ROG Xbox Ally X.
O comunicado da ASUS confirma o preço de US$ 1.299 e a chegada em 15 de outubro, enquanto o The Verge registrou a venda avulsa e ouviu representantes da empresa sobre a continuidade dos modelos mais baratos.
A pré-venda está disponível nas lojas americanas da ASUS e da Best Buy, segundo a fabricante. A empresa não anunciou preço, disponibilidade ou data de lançamento no Brasil, por isso os valores em dólar não devem ser tratados como uma conversão antecipada para o mercado nacional.
O OLED ocupa o centro do portátil
A tela ROG Nebula HDR tem resolução Full HD de 1.920 por 1.080 pixels, atualização de até 120 Hz e taxa de atualização variável entre 30 Hz e 120 Hz. Esse último recurso, chamado VRR, sincroniza a frequência do painel com os quadros produzidos pelo jogo para reduzir cortes na imagem quando o desempenho oscila.
A ASUS declara pico de brilho de 1.400 nits em pequenos destaques com HDR ativado, brilho de 600 nits em conteúdo comum ou em tela cheia e tempo de resposta de 0,2 milissegundo. São números da ficha técnica da empresa, não medições independentes; brilho sustentado, fidelidade de cores e comportamento do painel em jogos ainda dependem de testes com uma unidade final.
O painel possui certificação VESA DisplayHDR True Black 1400, compatibilidade com AMD FreeSync Premium Pro e vidro Gorilla Glass. De acordo com a ASUS, um revestimento antirreflexo reduz reflexos do ambiente em 65% na comparação com uma tela OLED comum sem esse tratamento.
Em uma avaliação preliminar, o The Verge chamou a tela de clara, rápida e brilhante, além de destacar as empunhaduras mais confortáveis. O veículo recomenda esperar por análises completas e lembra que problemas de autonomia, temperatura ou software podem não aparecer durante uma demonstração curta.
O chip permanece conhecido
Por dentro, o ROG Xbox Ally X20 usa o processador AMD Ryzen AI Z2 Extreme, o mesmo componente central encontrado no Xbox Ally X que continua à venda nos Estados Unidos por US$ 999. A diferença de US$ 300 paga principalmente pela tela OLED maior, pelos controles revistos, pelo sistema de refrigeração alterado e pelo acabamento comemorativo, não por uma nova geração de chip.
A ASUS afirma que redesenhou o caminho do ar para direcioná-lo ao processador e instalou ventoinhas de maior fluxo. A empresa não divulgou no comunicado resultados comparáveis de temperatura, ruído ou velocidade em jogos, portanto ainda não há base para afirmar que a refrigeração nova elevará o desempenho de maneira constante.
A bateria mantém capacidade de 80 Wh, e a fabricante não apresentou uma estimativa de duração para a pré-venda. Uma tela OLED pode consumir menos energia em cenas escuras e mais em imagens claras, de modo que o efeito sobre a autonomia varia com o jogo, o brilho, a taxa de quadros e o limite de potência escolhido.
O aparelho roda Windows 11 e reúne jogos do Xbox e de lojas de PC em uma biblioteca adaptada aos controles. Isso preserva a compatibilidade ampla que caracteriza a linha Ally, inclusive com títulos modificados, mas também mantém as particularidades de usar um sistema operacional de computador em uma tela pequena.
Controles mudam por dentro e por fora
Os analógicos adotam sensores magnéticos do tipo TMR, sigla para magnetorresistência por efeito túnel. Em vez de depender do contato e do desgaste de peças para registrar o movimento, essa tecnologia lê alterações de um campo magnético e busca reduzir o desvio involuntário do cursor conhecido como drift.
Segundo a ASUS, os analógicos trabalham com zona morta de 3% e um algoritmo novo evita que movimentos diagonais sejam puxados para quatro direções principais. A precisão e a resistência ao desgaste são alegações da fabricante até que testes prolongados comparem o X20 com controles de efeito Hall e com os modelos anteriores.
O direcional também ganhou uma solução incomum: a peça combina borracha e metal e pode ser girada em 90 graus para alternar entre quatro e oito direções. A primeira posição favorece comandos cardinais precisos, enquanto a segunda oferece diagonais mais fáceis em jogos de luta.
A empresa arredondou os botões frontais e os deixou mais próximos da superfície quando pressionados, com a intenção de facilitar o movimento do polegar entre eles. As empunhaduras receberam textura emborrachada, e os gatilhos e botões superiores foram remodelados.
Na parte superior, há duas portas USB-C com saída de vídeo DisplayPort 2.1 e carregamento, sendo uma USB4 compatível com Thunderbolt 4 e outra USB 3.2 Gen 2. O X20 também traz leitor de cartão microSD Express compatível com cartões microSD mais antigos, entrada de áudio de 3,5 mm e sensor de impressão digital integrado ao botão de energia.
A ASUS informa que o SSD interno usa o formato M.2 2280 e pode ser substituído. Esse tamanho é comum em computadores de mesa e notebooks, o que tende a oferecer mais opções de capacidade e preço do que unidades compactas, embora abrir o portátil continue exigindo cuidado e observação das condições de garantia.
Pacote inclui óculos e malas
Quem escolher o pacote de US$ 2.499 recebe o ROG Xbox Ally X20, os óculos ROG Xreal R1 Edition 20, uma capa Killswitch feita pela dbrand, uma fonte de 68 watts e uma mala rígida Pelican personalizada. A ASUS também vende os óculos separadamente por US$ 799, com chegada prevista para meados de setembro nos Estados Unidos.
Os óculos usam dois painéis Micro OLED com resolução de 1.920 por 1.080 pixels e atualização de até 240 Hz para projetar uma tela virtual. A fabricante descreve uma imagem equivalente a 171 polegadas vista a quatro metros, campo de visão de 57 graus e rastreamento da cabeça em três graus de liberdade.
A conexão com o portátil ocorre por um cabo USB-C, responsável por imagem e energia. O chamado modo de ancoragem mantém a tela virtual em uma posição enquanto a pessoa move a cabeça, e o áudio dos óculos leva a marca Bose, mas conforto, nitidez nas bordas e consumo adicional ainda precisam de avaliação independente.
A capa Killswitch acrescenta apoio traseiro, proteção de tela e coberturas para os analógicos, além de uma estampa baseada na placa do próprio X20. Já a mala Pelican acomoda o portátil, os óculos e um controle separado em uma espuma cortada para o conjunto.
A venda separada resolve uma dúvida deixada na apresentação do produto, quando o pacote com óculos parecia ser a única opção. O The Verge havia informado em julho que a ASUS preparava uma versão avulsa, e a empresa confirmou agora que o comprador não precisa levar os acessórios para adquirir o X20.
Edição especial cobra pela experiência
O preço coloca o X20 entre os computadores portáteis para jogos mais caros dos Estados Unidos. O The Verge observa que ele não será o modelo mais potente da categoria, pois máquinas com o chip AMD Strix Halo ocupam esse posto, e avalia que os atrativos estão no refinamento da tela e da ergonomia.
Essa distinção importa porque a ASUS chama o aparelho de seu melhor portátil, mas não publicou resultados de jogos que sustentem uma vantagem de velocidade sobre o Xbox Ally X de US$ 999. Com o mesmo Ryzen AI Z2 Extreme, ganhos dependerão dos limites de energia, da memória, da refrigeração e dos ajustes usados em cada teste.
Também não há análise final da autonomia com o painel OLED, nem confirmação de quantas unidades serão produzidas. A carcaça translúcida, os detalhes dourados e o selo de 20 anos definem a proposta de colecionador, mas não substituem medições de desempenho e bateria para quem pretende usar o aparelho todos os dias.
Em 15 de outubro, o X20 deixa a vitrine de aniversário e vai para as mãos dos primeiros compradores, que poderão medir quanto a tela OLED entrega longe da tomada.
