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Fitbit Air ganha edição Pokémon Sleep com Pikachu na pulseira

A pulseira azul sem tela transforma as horas de sono em progresso no jogo e começa a ser enviada em 15 de setembro nos Estados Unidos e no Japão.

Fitbit Air Special Edition Pokémon Sleep azul ao lado de um Pikachu dormindo
Imagem: Google

Notícia

O Google apresentou nesta quinta-feira, 27 de agosto, o Fitbit Air Special Edition Pokémon Sleep, uma nova versão de sua pulseira de atividade física sem tela. O aparelho mantém o sensor do Fitbit Air lançado em maio e troca a pulseira por uma edição azul inspirada no jogo de sono da Pokémon Company.

A edição chega no ano em que Pokémon completa 30 anos e usa a cor chamada pela empresa de Sleepy Blue. O tecido tem tons de azul e uma etiqueta estampada com um Pikachu dormindo, enquanto a embalagem também recebeu elementos do jogo, segundo as imagens publicadas pelo Google e o contato inicial do 9to5Google.

O anúncio do Google confirma a cor Sleepy Blue, a etiqueta de Pikachu, a integração com Pokémon Sleep e os envios a partir de 15 de setembro. O 9to5Google teve contato com a edição e relata que o hardware continua igual ao Fitbit Air lançado em maio.

O preço de US$ 129,99 foi publicado pelo Android Authority e pelo 9to5Google. A ficha técnica da Google Store atribui ao modelo peso de 12 gramas com pulseira e bateria de até sete dias.

A página de suporte do Pokémon Sleep documenta a troca de dados pelo Health Connect e lista outros dispositivos compatíveis. Em avaliação do modelo comum, a WIRED considerou sólido o registro de sono, mas esse teste não mede especificamente a edição Pokémon apresentada agora.

O sono vira avanço no jogo

A proposta combina duas atividades que já existiam separadamente: registrar o descanso no Google Health e usar horas dormidas para avançar em Pokémon Sleep. Ao acordar, a pessoa pode levar a duração e os estágios do sono medidos pela pulseira para o aplicativo do jogo, sem precisar deixar o telefone sobre a cama durante a noite.

Pokémon Sleep transforma o descanso em uma mecânica de coleção. O resultado da noite ajuda a calcular o Drowsy Power, indicador do jogo que combina a pontuação de sono com a força de Snorlax e influencia quais Pokémon e estilos de dormir aparecerão na manhã seguinte.

O Google afirma que o aplicativo considera tanto o sono noturno quanto uma soneca registrada durante o dia. A integração lê a duração e os estágios do sono armazenados pelo Google Health, mas esses dados não saem diretamente da pulseira para o jogo: existe uma camada de compartilhamento do sistema do celular no caminho.

No Android, a ponte é o Health Connect, serviço que permite a aplicativos de saúde trocar dados autorizados pelo usuário. No iPhone, a mesma função passa pelo Apple Health, conhecido no Brasil como app Saúde, e a pessoa precisa permitir que o Google Health grave as informações que Pokémon Sleep poderá consultar.

A configuração começa nas opções do Google Health, onde o compartilhamento com Health Connect ou Apple Health deve ser autorizado. Em seguida, é preciso abrir Pokémon Sleep, entrar nas configurações e associar o dispositivo; depois disso, o Google diz que os dados compatíveis são sincronizados automaticamente pela manhã.

A conexão com o jogo não é exclusiva da pulseira azul. O próprio anúncio informa que a experiência funciona com todos os dispositivos vestíveis Pixel e Fitbit compatíveis, enquanto a página oficial de Pokémon Sleep também lista relógios Galaxy, aparelhos Garmin e Apple Watch entre as opções aceitas em diferentes sistemas.

Isso separa a novidade em duas partes. O produto novo é a edição física com pulseira e embalagem temáticas, enquanto o envio das noites para Pokémon Sleep é um recurso de software disponível em outros aparelhos; comprar esta versão não é requisito para transformar o sono em progresso no jogo.

O mesmo Fitbit Air por dentro

O 9to5Google, que teve contato com o produto, relata que o hardware é o mesmo Fitbit Air apresentado em maio. A mudança visível está na pulseira Performance Loop azul e na etiqueta de Pikachu, portanto não há indicação oficial de sensor adicional, bateria maior ou medição exclusiva para a edição Pokémon Sleep.

Na ficha técnica do modelo comum, o Google informa peso de 5,2 gramas para o módulo e 12 gramas com a pulseira. O dispositivo não tem tela nem botões para mostrar notificações, hora ou gráficos no pulso; a consulta detalhada acontece no Google Health instalado no celular.

Segundo a empresa, a bateria chega a sete dias e uma carga completa leva cerca de 90 minutos. Uma recarga rápida de cinco minutos promete energia para um dia, números de autonomia que são estimativas da fabricante e podem mudar conforme uso, configurações e condição da bateria.

O conjunto de sensores registra batimentos cardíacos, movimento, oxigenação do sangue e temperatura da pele, além de estimar estágios e duração do sono. O Google ressalta que esses recursos oferecem informações de bem-estar e não têm finalidade médica, portanto não substituem diagnóstico nem orientação de um profissional de saúde.

A ausência de tela ajuda a reduzir peso e interrupções, mas também significa que quase toda interação depende do telefone. Em uma avaliação publicada quando o modelo original chegou ao mercado, a WIRED considerou sólido o registro de sono durante duas semanas e destacou que o aparelho reconheceu quando não havia dados suficientes, uma observação independente que não equivale a validar clinicamente todas as medições.

O Fitbit Air guarda sete dias de dados detalhados de movimento, minuto a minuto, de acordo com a ficha do Google. Ele se conecta por Bluetooth 5.0 e exige uma Conta Google e o aplicativo Google Health, condições que continuam valendo para a versão Pokémon Sleep.

Pré-venda fica fora do Brasil

A pré-venda começou em 27 de agosto na Google Store e na rede Target, com vendas pela internet e em lojas físicas nos Estados Unidos. O Google marcou o início dos envios para 15 de setembro e limita oficialmente a pulseira especial aos mercados americano e japonês.

O Android Authority e o 9to5Google informam preço de US$ 129,99, o mesmo cobrado pela edição especial anterior do Fitbit Air nos Estados Unidos. O modelo comum foi lançado por US$ 99,99, portanto a diferença de US$ 30 paga pela pulseira, pela identidade visual e pela embalagem de Pokémon, não por componentes internos mais avançados.

Não há anúncio de venda no Brasil, preço em reais ou calendário para outros países. A limitação importa porque a página americana da loja não confirma garantia, suporte ou entrega em território brasileiro, e o comunicado não promete expansão depois de setembro.

Cada unidade inclui três meses de teste do Google Health Premium, serviço que libera orientações e análises adicionais no aplicativo. O rodapé do anúncio diz que a oferta vale para usuários novos e antigos elegíveis, exige uma forma de pagamento e passa a custar US$ 9,99 por mês após o teste se não houver cancelamento.

O Google Health Coach usa tendências reunidas ao longo do tempo para oferecer recomendações personalizadas, segundo a empresa, mas a assinatura não é necessária para a pulseira registrar todas as atividades básicas descritas na ficha. Recursos do assistente baseados em Gemini exigem internet, podem variar por perfil e devem ter suas respostas conferidas.

A edição é indicada para pessoas com 13 anos ou mais. Para configurar o Fitbit Air, o Google exige um telefone com Android 11 ou superior ou um iPhone com iOS 16.4 ou superior; já a página de conexão de Pokémon Sleep informa requisitos próprios e recomenda conferir a lista de aparelhos compatíveis antes de depender da sincronização.

A edição especial está na pulseira

A associação com Pokémon não muda a forma como o sensor mede a noite. Seu efeito aparece no tecido azul, na etiqueta do personagem, na embalagem e no caminho mais visível para conectar os dados ao jogo, uma combinação feita para quem já usa Pokémon Sleep ou prefere uma pulseira temática.

Para quem possui outro Fitbit ou Pixel Watch compatível, a parte funcional pode ser testada sem comprar o novo modelo. Basta autorizar a troca de dados entre Google Health e o serviço de saúde do sistema e, depois, associar Pokémon Sleep; o aparelho existente continuará sendo a fonte das horas e dos estágios registrados.

Na manhã seguinte, as horas registradas no Fitbit Air chegam ao jogo e ajudam a decidir quais Pokémon aparecem ao redor de Snorlax. Para o pulso, a novidade fica no azul da pulseira e no pequeno Pikachu que dorme sobre o tecido.