O GitHub anunciou em 21 de agosto de 2026 que o agente do Copilot agora pode receber tarefas dentro do Slack, aplicativo usado por empresas para conversar e organizar o trabalho. A novidade está em prévia pública, fase em que o recurso já pode ser testado, mas ainda passa por ajustes.
Para começar, uma pessoa menciona @GitHub na conversa e descreve o que precisa ser feito. O agente investiga o problema, prepara um plano e trabalha no código sem exigir que todos deixem o canal e abram outra ferramenta.
O changelog do GitHub, de 21 de agosto de 2026, apresenta uma fase pública de testes do Copilot no Slack para os planos Business e Enterprise. O recurso usa as cotas do Copilot e o orçamento reservado ao agente que trabalha nos servidores da empresa, e também ganhou uma versão para o Microsoft Teams no mesmo dia.
A documentação de integração explica que a conversa pode gerar uma tarefa no Slack Code e rodar em um ambiente isolado na nuvem, chamado de sandbox. Para alterar arquivos, o aplicativo precisa ter permissão de escrita no repositório, e um pedido de revisão do código, ou pull request, pode exigir aprovação extra quando não há uma pessoa responsável.
O GitHub Copilot é o assistente de programação da empresa, mas aqui ele não se limita a completar uma linha no editor. O agente recebe o contexto da conversa, prepara a mudança nos servidores e abre o pedido para que alguém revise o código antes de incorporá-lo ao projeto.
No mesmo dia, a empresa anunciou uma integração equivalente para o Microsoft Teams. O recurso segue a ideia do chamado vibe coding: a pessoa explica a tarefa em linguagem comum, enquanto a inteligência artificial sugere ou aplica alterações no programa.
O acesso, porém, está restrito a organizações que assinam Copilot Business ou Copilot Enterprise. O trabalho consome as cotas já contratadas e entra no orçamento do agente na nuvem, que é o limite de gasto definido pela empresa para esse tipo de execução.
O administrador também precisa ativar a política correspondente. Sem essa autorização, mencionar @GitHub no Slack não inicia uma sessão de trabalho.
Da conversa ao código revisado
Segundo o GitHub, o agente responde a perguntas sobre o código e sobre as atividades de um projeto, separa relatos de erros por prioridade, atualiza tarefas existentes e cria novas. Ele também pode investigar uma falha, implementar a correção e conferir o resultado.
Esse trabalho ocorre em um sandbox na nuvem, nome dado a um ambiente isolado nos servidores do GitHub. Assim, o agente pode executar ferramentas e testar alterações sem mexer diretamente no computador da pessoa que fez o pedido.
Ao terminar, ele abre um pull request, que é um pedido formal para outra pessoa revisar as mudanças antes que elas entrem na versão principal do projeto. A revisão inclui o código alterado e um link para a conversa que deu origem à tarefa.
O agente pode continuar trabalhando enquanto a equipe participa de uma reunião ou cuida de outra atividade. A sessão é conduzida pelo Slack e depois pode ser retomada no terminal, no aplicativo Copilot ou na IDE, o programa usado para escrever e editar código.
Um canal acompanhado por toda a equipe
O GitHub também é parceiro de lançamento do Slack Code, um tipo de canal criado para acompanhar agentes de programação. Ali, a equipe vê o plano de trabalho, compara o código antigo com o novo e abre prévias de resultados, como uma página HTML.
Qualquer participante da conversa original pode acrescentar informações, mudar a direção da tarefa ou interromper a sessão. O GitHub chama esse funcionamento de multiplayer porque o trabalho fica aberto ao grupo, em vez de permanecer em uma conversa privada entre uma pessoa e a inteligência artificial.
A identidade usada pelo agente muda conforme o local da conversa. Em mensagem direta, ele segue as permissões da conta GitHub conectada; em um canal ou tópico compartilhado, as tarefas e os pedidos de revisão são registrados em nome do aplicativo Copilot.
Convidados do espaço de trabalho no Slack e colaboradores externos do projeto não podem iniciar nem comandar uma sessão. Para pedir uma mudança, a pessoa precisa ter permissão para escrever naquele repositório, a pasta central em que o projeto e seu histórico ficam guardados.
As sugestões no editor continuam separadas
A integração anunciada em 21 de agosto não é o recurso do Copilot que completa uma linha enquanto a pessoa digita. Essas sugestões rápidas continuam dentro do editor de código e não passam a aparecer automaticamente no Slack.
No canal, o que atua é o agente na nuvem: um sistema que recebe um objetivo, planeja etapas, usa ferramentas e tenta concluir a tarefa com mais autonomia. Ainda assim, o resultado não substitui testes em aparelhos nem a análise de uma pessoa.
O GitHub informa que o administrador do repositório pode exigir uma aprovação adicional quando o pedido de revisão estiver atribuído ao aplicativo Copilot. Se o projeto já exigir ao menos uma aprovação e o pedido não tiver uma pessoa responsável, a documentação diz que mais uma análise será necessária antes de juntar a mudança ao código principal.
A versão para o Microsoft Teams segue o mesmo modelo. A pessoa menciona @GitHub em um canal, tópico ou mensagem direta, acompanha uma sessão compartilhada e depois retoma o resultado no terminal.
No Teams, as sessões consomem créditos de inteligência artificial. Em contas de organizações, o gasto do agente na nuvem também respeita o orçamento de uso, e o ambiente isolado tem cobrança e política próprias.
A conversa inteira acompanha a tarefa
A documentação alerta que o agente usa todo o conteúdo do tópico como contexto. Isso significa que as mensagens da conversa podem aparecer nos materiais produzidos durante o trabalho.
Se houver informação que não deve ser compartilhada com o modelo, a opção mais limitada é enviar uma mensagem direta ao aplicativo. Um canal geral pode conter comentários sobre pessoas, salários ou incidentes que não têm relação com a tarefa de programação.
Para ativar o recurso, o GitHub lista três etapas: o administrador libera a política do agente na nuvem, a equipe instala ou atualiza o aplicativo GitHub no Slack e cada pessoa conecta sua conta antes de mencionar @GitHub.
O plano também precisa incluir o ambiente isolado. No primeiro uso, a pessoa conecta a conta e escolhe um repositório padrão; se nenhum estiver definido, o agente pergunta em qual projeto deve trabalhar.
Sem permissão de escrita, o agente pode conversar sobre o projeto, mas não aplica mudanças. A mesma limitação vale para um jogo feito em Unity, Godot ou Unreal que exista apenas no disco local: ele só entra na sessão se estiver guardado no GitHub e configurado com as permissões corretas.
O Slack, portanto, não se transforma em um editor de cenas 3D. Ele funciona como o ponto de partida de uma tarefa que pode criar um relato de erro ou um pedido de revisão no repositório do jogo.
A prévia pública não cita os planos individuais Pro, Pro+ ou Max. O comunicado aponta apenas Business e Enterprise, por isso uma assinatura pessoal do Copilot no VS Code não garante acesso ao @GitHub no Slack da empresa.
Antes de usar o recurso, a equipe precisa conferir o plano contratado, a política do agente na nuvem, o orçamento de créditos e o repositório escolhido como padrão. Também convém definir a aprovação adicional e avisar aos participantes que toda a conversa será enviada como contexto.
O teste inicial pode ser feito em um repositório sem código de produção. Dessa forma, a equipe vê como o agente lida com permissões, custos e revisões antes de apontá-lo para um aplicativo ou jogo em uso.
Ao mencionar @GitHub no Slack ou no Teams, a equipe pode transformar a conversa em uma alteração de código. O resultado ainda chega como um pedido de revisão, pronto para uma pessoa conferir antes da aprovação.
