O Google apresentou em 13 de agosto de 2026 o Gemini 3.7 Flash, modelo da família Flash voltado à programação e a agentes, sistemas que recebem uma tarefa, planejam etapas e usam ferramentas para tentar concluí-la. No anúncio oficial, Tulsee Doshi afirma que o lançamento ocorreu três semanas depois do Gemini 3.6 Flash e estreou pela metade do preço por milhão de tokens do 3.6 original. Tokens são pequenas unidades de texto usadas para medir o que entra e sai do modelo.
O lançamento atende principalmente desenvolvedores. Ele está disponível pela Gemini API, interface que permite a outros programas conversar com o modelo, além do Google AI Studio, Android Studio, Antigravity e da plataforma de agentes da Gemini Enterprise. No aplicativo Gemini, o 3.7 Flash aparece por meio do Spark, agente pessoal da empresa, para assinantes Google AI Pro e Ultra em países compatíveis.
O comunicado do Google, de 13 de agosto de 2026, apresenta o Gemini 3.7 Flash como um modelo voltado a programação e tarefas executadas por agentes, três semanas depois do 3.6 Flash. As comparações com a versão anterior usam FrontierCode 1.1 Main, DeepSWE v1.1, WebDev Arena, GDP.pdf e AutomationBench, em testes publicados pela própria Google.
O modelo chega pela Gemini API, a interface usada por programas para acessar o serviço, além de Google AI Studio, Android Studio, Antigravity e Gemini Enterprise. No aplicativo Gemini, ele aparece como Spark para assinantes Pro e Ultra em países suportados; até 31 de dezembro de 2026, custa 0,75 e 3,75 dólares por milhão de tokens, unidades de texto usadas na cobrança, e os valores sobem para 1,50 e 7,50 dólares em 1º de janeiro de 2027.
Um modelo de linguagem calcula qual trecho de texto deve vir em seguida e pode acelerar a escrita de código. O resultado ainda precisa ser testado no aparelho e revisado antes da publicação, pois o anúncio trata do acesso ao modelo, não de um novo sistema operacional.
Tulsee Doshi e a tabela de 13 de agosto
Isso é o que o comunicado afirma, e não é uma atualização automática de todo celular Android. O Google publica dois números de engenharia de software: 43,6% no FrontierCode 1.1 Main contra 34,4% do 3.6 Flash, e 65,3% no DeepSWE v1.1 contra 49,0%.
Em interface web, cita o WebDev Arena da Arena.ai com Elo 1588 contra 1538. Em documento denso, cita o GDP.pdf com 34,0% contra 22,0%, e o AutomationBench com 30,4% contra 17,0%.
Os resultados foram divulgados pela própria empresa e não equivalem a uma avaliação independente. Também não garantem que um projeto real vá compilar na primeira tentativa, porque testes padronizados não reproduzem todas as dependências, regras e decisões de um repositório.
O texto oficial destaca correção de erros, solução de tarefas e a taxa de código que funciona na primeira tentativa. Também fala em telas mais funcionais com menos comandos e em seguir um visual de referência sem exigir que você envie o mesmo arquivo a cada etapa.
Nesse contexto, o agente pode consultar arquivos, chamar ferramentas e avançar por várias etapas sem que o desenvolvedor envie cada trecho manualmente. O recurso ajuda a produzir e revisar código a partir de instruções em linguagem natural, mas não entrega sozinho um aplicativo pronto para publicação.
O preço publicado é em dólar: 0,75 dólar por milhão de tokens de entrada e 3,75 dólares por milhão de tokens de saída até 31 de dezembro de 2026. A nota de rodapé do próprio post avisa que, a partir de 1º de janeiro de 2027, a tabela sobe para 1,50 e 7,50 dólares, e este texto não converte para real porque o comunicado não publica preço em real.
O Studio, o Spark e o telefone
Desenvolvedor com conta na API pode testar no AI Studio e no Android Studio, segundo o Google. Empresa com contrato na Gemini Enterprise recebe outro caminho, e pessoa física só encontra o 3.7 Flash no Spark se a assinatura e o país estiverem na lista da empresa.
O post não afirma disponibilidade no Brasil para o Spark e não descreve um botão novo na Play Store. Quem abre o aplicativo Gemini no celular e espera o 3.7 no primeiro chip ainda depende da lista de países e do plano Pro ou Ultra, não do título do blog.
Android Studio no anúncio é ambiente de desenvolvimento, não o sistema do telefone. Quem lê Gemini no Android e imagina um modelo novo em todo Galaxy está misturando o comunicado de modelo com o Unpacked da Samsung, produtos diferentes mesmo quando o marketing usa a palavra Gemini nos dois.
O Google menciona salvaguardas atualizadas contra uso indevido em CBRN, sigla em inglês para químico, biológico, radiológico e nuclear, e contra ofensa cibernética. Isso é política da empresa no cartão do modelo, não um selo de que o código gerado está livre de falha de segurança no seu app.
O comunicado também cita o Gemini Spark como agente que reúne arquivos, rascunha e-mails e atualiza documentos de trabalho. Esse é um recurso de escritório para assinantes, não uma ferramenta que publica aplicativos sozinha.
Preço menor, revisão igual
Cobrar menos pelas unidades de texto processadas reduz o custo de gerar, corrigir e repetir respostas. Isso não elimina testes no aparelho: permissões, comportamento em segundo plano e tamanho do aplicativo continuam sujeitos às plataformas da Apple e do Google.
Se a equipe aceita o código sem revisão, continua exposta a bibliotecas inventadas e pedidos de permissão no momento errado. O planejamento em várias etapas ajuda em testes repetitivos, conversão de datas e esboços de tela, mas alguém ainda precisa conferir a mudança antes de incluí-la no projeto.
As lojas continuam revisando o arquivo final do aplicativo. A ficha ainda precisa informar como a função de IA usa a internet e os dados do usuário, enquanto o preço da API é um custo do desenvolvedor e não aparece automaticamente na Play Store ou na App Store.
Quem já usa o 3.6 Flash precisa ler a tabela de introdução e a data de 1º de janeiro de 2027. O desconto tem prazo, e sem essa linha o time orça o mês e toma susto no ano seguinte, com a fonte dessa conta na nota 1 do próprio post do Google, não numa planilha de terceiros.
Abra o comunicado, a tabela de preço e o guia de desenvolvedor que o texto aponta. Confirme se a sua conta vê o modelo na API, e rode o fluxo principal no aparelho depois de aceitar um patch gerado pelo 3.7.
O Antigravity e a plataforma de agentes da Gemini Enterprise aparecem no mesmo post de Tulsee Doshi, em portas diferentes da API do AI Studio. Empresa com contrato entra por um caminho, desenvolvedor com conta pessoal entra por outro, e o Spark no aplicativo Gemini só aparece se o país e o plano Pro ou Ultra estiverem na lista.
A taxa de acerto na primeira tentativa, citada pela empresa em inglês como first-pass code accuracy, mede quanto código funciona sem uma segunda correção. Mesmo assim, os recursos de depuração e solução de tarefas ainda deixam a revisão e o teste no aparelho nas mãos da equipe.
Quem orça o 3.7 Flash pelo preço de introdução e esquece a nota 1 encontra 1,50 e 7,50 dólares por milhão de tokens em 1º de janeiro de 2027. A metade do custo do 3.6 original vale até 31 de dezembro de 2026, e a fonte dessa conta continua sendo o rodapé do próprio post do Google.
O Gemini 3.7 Flash já pode ser usado por desenvolvedores e tem preço promocional em dólar até o fim de 2026. A nova tabela entra em vigor em 1º de janeiro de 2027.
