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Nothing libera beta do OS 5.0 para o Phone (3)

Donos do Phone (3) já podem testar a nova interface, os controles da luz traseira e ferramentas de IA antes da versão estável.

Nothing Phone (3) com a tela do Nothing OS 5.0 Open Beta
Nothing

Notícia

A Nothing abriu em 26 de agosto de 2026 o teste público do Nothing OS 5.0 no Phone (3). A atualização baseada no Android 17 pode ser instalada por donos do aparelho que aceitarem usar um sistema ainda em desenvolvimento, enquanto a versão estável está prevista para meados de outubro.

O beta coloca no celular parte da reforma visual apresentada pela fabricante, uma central própria para a iluminação Glyph e novos recursos das ferramentas Essential. A empresa também avisa que algumas novidades exibidas no anúncio não estão prontas e chegarão somente depois, por isso o pacote disponível agora não representa a edição final.

A página oficial do Nothing OS 5.0 confirma que o beta começou pelo Phone (3), detalha o calendário e separa os recursos disponíveis daqueles previstos para os próximos meses. O 9to5Google acompanhou a abertura em 26 de agosto e registrou as mensagens de erro vistas por parte dos usuários no primeiro dia.

A Nothing Community publicou o tópico específico do beta e a imagem oficial do Phone (3). O The Verge também confirmou a central Glyph, a personalização da tela inicial e a ausência de Phone (1), Phone (2) e CMF Phone 1 no plano de atualização.

O Phone (3) abre a fila

O Phone (3) é o primeiro modelo autorizado a entrar no programa. Para se cadastrar, o aparelho precisa estar na versão estável Metroid-V4.1-260814-1733 ou em uma compilação compatível mais nova, além de usar o aplicativo Nothing Beta Hub 2.0.

Depois da instalação do Beta Hub, o cadastro aparece em Ajustes, Sistema e Nothing Beta Hub. A Nothing informa que a atualização pode levar até cinco minutos para surgir após a inscrição; se o botão de atualização não funcionar, a orientação oficial é procurar o pacote manualmente na área de atualizações do sistema.

A janela para novas inscrições ficará aberta por sete dias. Isso não significa que o software vencerá depois desse prazo: quem entrar no programa continuará recebendo pacotes de teste e, quando a edição estável for liberada, poderá migrar por uma atualização normal distribuída pela internet.

O cronograma avança em etapas. O Phone (4a) Pro deve receber o beta no começo de setembro; Phone (4a), Phone (3a) e Phone (3a) Pro aparecem no fim do mês; Phone (2a) e Phone (2a) Plus ficam para meados de outubro; e o Phone (4b), para meados de dezembro.

A versão estável também será gradual. A previsão da Nothing coloca o Phone (3) em meados de outubro, as famílias 4a e 3a no começo de novembro, os dois Phone (2a) em meados de novembro, o Phone (3a) Lite no fim de dezembro e os Phone (4b) e CMF Phone 2 Pro em meados de janeiro de 2027. A empresa ressalta que região e operadora podem alterar essas datas.

A traseira iluminada ganha uma central

O Nothing OS 5.0 reúne os ajustes da Glyph Interface em um aplicativo dedicado. Glyph Interface é o conjunto de luzes na traseira dos celulares da marca; no novo app, o usuário encontra em um só lugar os controles, sons, toques e horários que antes ficavam espalhados pelas configurações.

Um novo widget Glyph Timer permite iniciar uma contagem regressiva pela tela inicial e acompanhar o tempo restante nas luzes traseiras. É uma mudança pequena no uso diário, mas dá à parte mais reconhecível do aparelho uma função mais direta do que apenas indicar chamadas e notificações.

A tela inicial recebe ícones redesenhados, cores que acompanham o papel de parede e widgets transparentes. A fonte Geist passa a ser usada no sistema, enquanto Ajustes, Câmera, Galeria e barra de status adotam layouts revistos e animações que a Nothing descreve como mais suaves.

Nem toda essa aparência está no primeiro beta. A própria fabricante diz que a tela inicial reformulada e o relógio Micrographics para a tela de bloqueio ainda estão em desenvolvimento e só devem chegar com a versão geral, a partir de outubro. O relógio Gooey, mais colorido, faz parte da seleção apresentada para o sistema.

Há ainda dois widgets voltados à rotina. Collector transforma fotos escolhidas pelo usuário em adesivos para a tela inicial, enquanto Away Time começa a contar quando o celular é deixado de lado e mostra os períodos mais longos sem uso ao longo da semana.

Ferramentas nascem de uma descrição

A novidade mais próxima do chamado vibe coding está no Essential Apps Builder. A ferramenta permite descrever em linguagem comum um pequeno aplicativo desejado, gerar essa função no próprio telefone e colocá-la na tela inicial sem escrever código.

O acesso, porém, continua em beta inicial e está sendo liberado aos poucos. Quem não encontrar o criador de aplicativos pode entrar em uma lista de espera, portanto a presença do Nothing OS 5.0 no Phone (3) não garante que esse recurso esteja disponível imediatamente para todas as contas.

O Essential Voice passa a exibir texto em tempo real enquanto a pessoa fala, com promessa de notas mais bem formatadas e resumos mais limpos. A Nothing informa suporte à transcrição em mais de 100 idiomas e diz que o botão Essential poderá ser personalizado, mas a tradução em tempo real ficou para mais adiante neste ano.

O Essential Space, área que organiza capturas e anotações, ganha coleções automáticas, busca revista e um novo fluxo de captura. A compatibilidade com MCP, protocolo que permite a uma ferramenta de IA consultar dados fornecidos por outra, está planejada para cerca de outubro e será entregue separadamente pela Google Play; a interface de captura redesenhada deve aparecer em novembro.

Essas datas delimitam o que é anúncio e o que já pode ser testado. A central Glyph, parte da personalização e as mudanças do Android 17 entram no beta atual, enquanto MCP, tradução ao vivo e alguns elementos da tela inicial continuam como planos da fabricante.

Android 17 muda notificações e compartilhamento

Como usa o Android 17 como base, o sistema permite separar notificações e configurações rápidas em duas áreas. O Quick Share também pode criar um código QR para que um iPhone ou outro aparelho baixe um arquivo por um link protegido, sem depender de um aplicativo da Nothing no dispositivo que recebe.

Indicadores de privacidade e permissões foram atualizados para deixar mais visível quando câmera, microfone ou localização estão em uso. O pacote inclui ainda gravação de tela aprimorada, tema escuro ampliado, controle de volume independente para o assistente, tela de aplicativos recentes redesenhada e os novos emojis tridimensionais do Android.

A Nothing afirma ter melhorado abertura de aplicativos, rolagem, resposta ao toque, multitarefa e gerenciamento de memória. Essas são alegações de desempenho da fabricante, não resultados de um teste independente; será preciso comparar a versão final em aparelhos equivalentes para saber o tamanho do ganho.

No dia da abertura, o 9to5Google relatou que alguns interessados viram mensagens de erro ao tentar baixar o beta. Akis Evangelidis, cofundador da Nothing, atribuiu o problema a uma procura acima do esperado e disse que a equipe trabalhava para estabilizar o serviço, o que aponta para uma falha de distribuição, e não necessariamente para um defeito instalado no telefone.

Cópia de segurança antes do teste

A instalação do beta não deve apagar os dados por si só, segundo a página oficial. Ainda assim, a Nothing recomenda salvar fotos, contatos, mensagens e registros de chamadas, porque software de pré-lançamento pode afetar estabilidade, bateria e desempenho; aquecimento e consumo maiores logo depois da atualização também podem ocorrer durante a otimização do sistema.

Voltar à versão estável exige mais cuidado. O Beta Hub 2.0 pode solicitar o retorno e baixar o pacote correto sem que o usuário procure o arquivo manualmente, mas o procedimento apaga todo o conteúdo do aparelho. O pedido de retorno vale por 48 horas e precisa ser feito novamente se esse período terminar.

No Phone (3), o botão de instalar abre hoje uma prévia da nova interface, mas também pode levar a uma restauração completa se o usuário decidir voltar. A versão estável deve transformar esse teste em atualização comum a partir de meados de outubro.