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Redmi Note 17 Pro Max promete três dias longe da tomada

A bateria chega a 9.210 mAh na Europa e cabe em um celular mais fino e leve que o iPhone 17 Pro Max.

Redmi Note 17 Pro Max na cor Cloud Blush sob a luz do sol
Dominic Preston / The Verge

Notícia

A Xiaomi lançou nesta quinta-feira (27) o Redmi Note 17 Pro Max para mercados internacionais com uma bateria que chega a 10.000 mAh. Na Europa, o aparelho usa uma célula dupla de 9.210 mAh e tem autonomia prometida de até três dias, enquanto outras regiões recebem a versão de maior capacidade.

O número chama atenção porque não transformou o celular em um bloco especialmente grosso. O modelo mede 8,4 milímetros, pesa 229 gramas e, segundo a comparação feita pelo The Verge, fica um pouco mais fino e 8 gramas mais leve que o iPhone 17 Pro Max.

A reportagem do The Verge confirma a bateria europeia de 9.210 mAh, a célula de 10.000 mAh em outros mercados e a ausência de um teste completo de autonomia. O Android Authority detalha o preço inicial e as regiões atendidas, enquanto a página de lançamento da Xiaomi documenta a apresentação global da família.

A venda abrange Europa, Austrália, América Latina e outros mercados globais, mas não inclui os Estados Unidos. A Xiaomi não anunciou preço nem disponibilidade para o Brasil, por isso não há valor em reais ou data local confirmada.

Silício abre espaço para mais energia

A bateria usa silício-carbono, tecnologia que adiciona silício ao ânodo para armazenar mais energia no mesmo espaço ocupado por uma célula convencional de grafite. A Xiaomi informa concentração de 16% de silício, o que ajuda a explicar como a capacidade de 9.210 mAh cabe em um corpo próximo ao de outros celulares grandes.

A diferença regional não é apenas uma forma distinta de divulgar o mesmo componente. A versão europeia tem duas células e capacidade nominal de 9.210 mAh, enquanto aparelhos destinados a alguns outros países trazem uma célula de 10.000 mAh.

Segundo a fabricante, a versão europeia aguenta até três dias de uso sem recarga ou 37 horas de reprodução contínua de vídeo. Esses valores são estimativas da Xiaomi em condições próprias e não substituem um teste independente com brilho, rede móvel, câmera e aplicativos do cotidiano.

Dominic Preston, do The Verge, teve contato com o aparelho, mas ainda não havia concluído um teste de autonomia na publicação da reportagem. Ele considerou a promessa plausível com base em celulares Android recentes, deixando claro que a duração de três dias continuava sendo uma alegação da marca.

A química de silício-carbono também levanta dúvidas sobre o desgaste ao longo dos anos, porque a expansão do material durante as recargas pode reduzir a vida útil. A Xiaomi afirma que a bateria conserva 80% da capacidade depois de 1.600 ciclos completos, equivalentes a cerca de seis anos segundo a conta da empresa.

Esse prazo depende da frequência de recarga e da temperatura em que o aparelho trabalha. Quem recarrega todos os dias chegaria a 1.600 ciclos em pouco mais de quatro anos, enquanto a autonomia maior pode espaçar as idas à tomada e prolongar o calendário.

Recarga de 100 W completa o pacote

O Redmi Note 17 Pro Max aceita carregamento com fio de 100 W. A Xiaomi estima pouco mais de uma hora para completar a bateria e cerca de 20 minutos para recuperar energia suficiente para um dia, números que também precisam ser confirmados com o carregador e as condições indicadas pela fabricante.

Há ainda recarga reversa de 27 W, que permite usar o celular como fonte de energia para outro aparelho por cabo USB-C. A função aproxima a bateria de 9.210 mAh de uma pequena bateria externa para fones, relógios e até outro telefone em uma emergência.

A potência máxima não permanece constante do zero aos 100%, porque o sistema reduz a velocidade para controlar calor e preservar a célula. O tempo total, portanto, diz mais sobre a experiência do que dividir a capacidade pelos 100 W estampados na ficha.

Tela grande e chip intermediário

Na frente, o aparelho traz uma tela OLED de 6,83 polegadas com resolução de 1.280 por 2.772 pixels e frequência de 120 Hz. O painel tem brilho máximo declarado de 3.500 nits e proteção Gorilla Glass Victus 2, especificações atribuídas à Xiaomi.

A frequência de 120 Hz atualiza a imagem até 120 vezes por segundo para deixar rolagens e animações mais fluidas. Como a tela é um dos componentes que mais consomem energia, brilho alto e jogos na taxa máxima podem encurtar a autonomia em relação à promessa de três dias.

O processador Snapdragon 6 Gen 5 coloca o Note 17 Pro Max no segmento intermediário, apesar do nome Max e da bateria acima da média. O aparelho pode ter até 12 GB de memória RAM e armazenamento de até 512 GB, de acordo com a configuração vendida em cada país.

O Android 16 chega com a interface HyperOS 3 da Xiaomi. A empresa fala em uma experiência de software semelhante à de um aparelho novo durante seis anos, mas não confirmou quantas atualizações de versão do Android serão entregues, uma diferença importante entre promessa de desempenho e política formal de suporte.

A conexão inclui Wi-Fi 6, Bluetooth 6.0, eSIM em mercados compatíveis e leitor de digitais sob a tela. Alto-falantes estéreo com Dolby Atmos e emissor de infravermelho completam a ficha divulgada para a família.

Câmera fica fora da disputa de números

O conjunto traseiro tem câmera principal de 50 megapixels com estabilização óptica e uma ultragrande angular de 8 megapixels. Na frente, o sensor de 32 megapixels cuida de selfies e chamadas de vídeo.

A ficha é mais simples que a bateria e a tela, sobretudo pela ausência de uma câmera teleobjetiva dedicada para aproximação óptica. O The Verge classificou as câmeras como o principal compromisso do aparelho, embora uma avaliação de qualidade dependa de fotografias em mais situações.

A estabilização óptica move elementos da lente ou do sensor para compensar pequenos tremores. Ela pode ajudar em fotos noturnas e vídeos, mas resolução de 50 megapixels não garante sozinha mais detalhes, porque tamanho do sensor, lente e processamento também definem o resultado.

Proteção vai além de um mergulho

A Xiaomi lista proteção IP69K em algumas regiões, além das certificações IP66 e IP68 citadas em fichas europeias. IP68 cobre resistência a poeira e imersão dentro dos limites do fabricante, enquanto IP69K acrescenta ensaios com jatos de água em alta pressão e temperatura.

As classificações são obtidas em laboratório com água doce e aparelho novo. Elas não tornam o celular à prova de qualquer líquido, não cobrem desgaste de vedações e não significam que água salgada, piscina ou quedas deixem de causar danos.

O vidro Victus 2 protege a tela, mas também não elimina o risco de quebra. O peso de 229 gramas e o painel de quase sete polegadas tornam capa e pegada firme ainda relevantes no uso diário.

Cloud Blush muda sob o sol

O modelo será vendido nas cores Black, Green, Purple e Cloud Blush, conforme o mercado. A última opção usa acabamento fotocrômico, material que reage à luz e passa de branco com nuvens discretas para tons de rosa e laranja quando exposto ao sol.

A fotografia do The Verge mostra exatamente essa mudança na traseira do Redmi Note 17 Pro Max. Fora da luz solar, a mesma tampa volta a parecer predominantemente branca, sem alterar o funcionamento do aparelho.

O efeito é visual e não funciona como indicador de temperatura ou nível da bateria. Também não há teste de longo prazo que mostre como a reação à luz envelhece depois de meses de exposição.

Preço varia com memória e região

O The Verge informa preço local equivalente a US$ 499 para o Redmi Note 17 Pro Max em mercados internacionais. O Android Authority aponta esse valor para a configuração inicial de 8 GB de RAM e 128 GB de armazenamento, mas lojas europeias exibem combinações e preços diferentes.

Em Portugal, a Xiaomi Store lista o aparelho com 256 GB por 649,99 euros, enquanto o Notebookcheck encontrou a versão de 8 GB e 256 GB por 599,90 euros em outro mercado europeu. A diferença impede tratar uma conversão para dólar como tabela única para todos os países.

A família inclui outros três modelos Redmi Note 17, todos com baterias grandes para suas faixas. Até o Note 17 com 4G, citado a partir de US$ 249 pelo The Verge, combina uma célula de 7.700 mAh com tela OLED de 6,99 polegadas.

O Redmi Note 17 Pro Max chega para quem mede o dia pela distância até a próxima tomada. No Brasil, a cena ainda não tem preço nem data, e a promessa de três dias aguarda um teste completo.