A Samsung apresentou os SSDs portáteis P9 e P7 em 26 de agosto de 2026, durante a Gamescom, em Colônia, na Alemanha. Os dois modelos inauguram a conexão USB4 na linha externa da marca e terão versões de 1 TB, 2 TB, 4 TB e 8 TB.
O P9 lidera a família com leitura sequencial de até 4.000 MB/s e gravação de até 3.800 MB/s, segundo a fabricante. A distribuição global começa em 31 de agosto, mas capacidades específicas podem chegar depois em alguns mercados.
O comunicado da Samsung reúne velocidades, capacidades, preços e disponibilidade, enquanto Tbreak, Notebookcheck e HotHardware confirmam o lançamento sem apresentar testes próprios de desempenho.
Quatro mil megabytes por segundo no cabo
A velocidade anunciada coloca o P9 no dobro do limite informado para o T9 de 4 TB, que usa USB 3.2 Gen 2x2 e alcança até 2.000 MB/s em leitura e gravação sequenciais. O ganho vem da adoção do USB4, padrão com mais largura de banda para transportar dados entre a unidade e o computador.
Leitura sequencial mede a transferência de um arquivo grande armazenado em blocos contínuos, situação comum ao mover vídeos ou imagens de disco. Ela não representa sozinha a rapidez para abrir milhares de arquivos pequenos, instalar jogos ou trabalhar com programas que fazem acessos aleatórios.
Os 4.000 MB/s também são um teto divulgado pela Samsung, não o resultado garantido em qualquer porta. Para se aproximar dele, o computador, o cabo, o controlador e o restante do fluxo precisam acompanhar a unidade; em uma conexão mais lenta, o P9 opera dentro do limite disponível.
A fabricante afirma que a gravação sustentada permite registrar vídeo em 12K diretamente no SSD. A ficha não transforma essa alegação em compatibilidade universal, pois câmera, formato, taxa de dados, cabo e configuração de gravação continuam determinando se um equipamento aceita a unidade.
A Samsung também chama a versão de 8 TB do P9 de primeiro SSD portátil USB4 com essa capacidade e velocidade de até 4.000 MB/s. Trata-se de uma afirmação da empresa baseada no mercado observado por ela, ainda sem comparação independente abrangente com todos os produtos disponíveis.
Oito terabytes cabem no bolso, o preço pesa
Nos Estados Unidos, o P9 custará US$ 339,99 com 1 TB, US$ 649,99 com 2 TB, US$ 1.349,99 com 4 TB e US$ 2.699,99 com 8 TB. A Samsung não informou preço em reais nem confirmou quando as novas unidades chegarão ao Brasil.
A maior capacidade mira produções que acumulam arquivos RAW, formato que preserva mais dados captados pela câmera, e vídeos de resolução muito alta. Também atende bibliotecas de jogos e projetos locais de inteligência artificial, embora a Samsung não tenha publicado testes específicos para esses usos.
O salto de preço entre as capacidades é grande: a unidade de 8 TB custa quase oito vezes o modelo de 1 TB. A conta por terabyte não melhora de maneira relevante no topo, por isso a versão maior serve principalmente a quem precisa concentrar muito conteúdo em uma única unidade portátil.
O anúncio chega em um período de preços elevados para memória flash NAND, o componente que guarda os dados no SSD. A cobertura independente chama atenção para esse contexto, mas os valores apresentados pela Samsung são preços sugeridos de lançamento e podem mudar no varejo.
Não há análise independente de desempenho sustentado, temperatura ou queda de velocidade quando o cache se esgota. Esses testes serão importantes porque a gravação de um projeto longo exige comportamento estável por vários minutos, não apenas um pico medido no começo da cópia.
P7 troca o recorde por resistência
O P7 usa a mesma conexão USB4 e chega nas mesmas quatro capacidades, porém ocupa uma posição abaixo do P9. A Samsung o apresenta como uma opção versátil para computadores, celulares, consoles, câmeras e outros aparelhos compatíveis.
A empresa não atribuiu ao P7 as velocidades máximas de 4.000 MB/s e 3.800 MB/s usadas na divulgação do P9. Ter uma porta USB4 define a interface disponível, mas não significa que os dois SSDs entreguem o mesmo desempenho interno.
O argumento principal do P7 é a resistência a quedas de até dois metros, acompanhada por testes de choque e vibração. Esses números vêm da Samsung e não autorizam tratar a unidade como indestrutível, à prova d'água ou protegida contra perda de arquivos em qualquer acidente.
Os preços sugeridos do P7 começam em US$ 289,99 com 1 TB. As versões de 2 TB, 4 TB e 8 TB custam, respectivamente, US$ 549,99, US$ 1.149,99 e US$ 2.289,99 nos Estados Unidos.
A diferença para o P9 varia de US$ 50 na capacidade de 1 TB a US$ 410 no modelo de 8 TB. Sem números oficiais de leitura e gravação para o P7 no comunicado, ainda não é possível calcular quanto desempenho o comprador abre mão ao escolher a alternativa mais barata.
USB4 não é apenas o formato do conector
P9 e P7 usam um conector com aparência de USB-C, mas o formato oval não revela sozinho a velocidade da porta. Um notebook pode ter USB-C limitado a padrões anteriores, oferecer USB4 em apenas uma entrada ou dividir a largura de banda com outros dispositivos.
Antes da compra, vale consultar a ficha do computador e identificar a versão de USB ou Thunderbolt aceita em cada porta. O SSD deve continuar funcionando em conexões compatíveis mais lentas, porém a transferência fica limitada pelo elo de menor velocidade.
O mesmo cuidado vale para celulares, consoles e câmeras citados pela Samsung. Reconhecer armazenamento externo, fornecer energia suficiente e aceitar o sistema de arquivos são requisitos separados da velocidade física da conexão.
A vantagem prática aparece ao mover grandes projetos entre máquinas com USB4, editar mídia diretamente na unidade ou reduzir o tempo de uma cópia de segurança local. Para guardar documentos ocasionais ou uma biblioteca que raramente muda, um SSD menos rápido pode entregar a mesma experiência por um preço menor.
A estreia ainda vive na ficha técnica
O Notebookcheck e o HotHardware confirmaram capacidades, preços e data de distribuição a partir do anúncio da Gamescom. Nenhum dos dois publicou medições próprias do P9 ou do P7, portanto os números de desempenho e resistência permanecem alegações da Samsung.
A falta de testes não invalida a novidade do USB4, mas impede concluir que o P9 manterá 3.800 MB/s durante toda a gravação ou que terá o mesmo ritmo com qualquer computador. Controle térmico, tipo de arquivo e quantidade de espaço livre podem alterar o resultado observado.
Também não há confirmação de estoque simultâneo para as quatro capacidades em todos os países. A nota oficial diz que a disponibilidade varia por mercado e que algumas versões podem ser lançadas posteriormente.
O P9 cabe ao lado do notebook e guarda até 8 TB, mas a porta USB-C precisa falar USB4 para aproveitar o salto de velocidade. Na primeira cópia longa, os testes independentes dirão quanto dos 4.000 MB/s sai da ficha e chega ao arquivo.
