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Sony lança Xperia 10 VIII com tela mais clara e entrada para fone

O celular mantém recursos cada vez mais raros, como cartão de memória e conector de 3,5 mm, enquanto chega à Europa por 599 euros.

Sony Xperia 10 VIII nas cores branca, cinza e lilás
Sony

Notícia

A Sony apresentou nesta terça-feira (25) o Xperia 10 VIII, novo celular intermediário da marca para o mercado europeu. A atualização preserva a proposta compacta da linha e concentra as mudanças na visibilidade da tela, no som e em um atalho para pagamentos.

O aparelho custará 599 euros ou 549 libras e será oferecido em branco, cinza e lilás, segundo o comunicado europeu da Sony. A fabricante prevê uma oferta de lançamento entre meados e o fim de setembro, mas ressalva que preço, promoção e disponibilidade mudam conforme o país.

A Sony confirma os preços de 599 euros e 549 libras, as três cores e a previsão de venda entre meados e o fim de setembro. O GSMArena acompanhou o anúncio e detalhou a ficha do aparelho.

Na análise independente do GSMArena, o brilho maior apareceu na medição, mas desempenho, câmeras e boa parte do hardware continuaram próximos do Xperia 10 VII. O vídeo oficial da Sony mostra o novo modelo e os recursos apresentados pela fabricante.

Não há preço nem data de venda confirmados para o Brasil. Por isso, os valores europeus servem apenas para situar o lançamento e não indicam quanto o Xperia 10 VIII custaria por aqui.

A tela ganha força sob o sol

A tela OLED de 6,1 polegadas mantém a resolução de 2.340 por 1.080 pixels e a taxa de atualização de 120 Hz. OLED é a tecnologia em que cada ponto emite a própria luz, o que permite pretos profundos, enquanto os 120 Hz deixam movimentos e rolagens mais fluidos.

A Sony afirma que o painel ficou aproximadamente 50% mais brilhante que o do Xperia 10 VII. A empresa também diz que o sistema ajusta as cores de acordo com a luminosidade ao redor, uma mudança pensada para tarefas como consultar um mapa na rua.

Esse ganho não ficou restrito à promessa de marketing. Em teste independente, o GSMArena mediu 1.509 nits de brilho no modo automático, contra 1.010 nits registrados pelo veículo no Xperia 10 VI; o site não incluiu uma medição equivalente do 10 VII na tabela publicada.

O valor medido mostra que a tela consegue subir bastante o brilho sob luz forte, mas não transforma o aparelho no líder da categoria. No mesmo procedimento, o Pixel 10a chegou a 2.169 nits e outros modelos intermediários também passaram do novo Xperia.

A atualização de imagem continua limitada a dois patamares, 60 Hz e 120 Hz. Segundo o GSMArena, o sistema reduz a frequência em alguns aplicativos para poupar energia, mas mantém 120 Hz em situações nas quais poderia economizar e chega a limitar jogos a 60 Hz até que uma opção escondida para desenvolvedores seja alterada.

Som frontal e fone com fio continuam

Os dois alto-falantes permanecem voltados para a frente, posição que evita bloquear o som com a mão ao assistir a vídeos. A Sony atribui ao novo conjunto volume geral cerca de 15% maior e graves mais de 30% mais fortes na comparação com o Xperia 10 VII.

O teste do GSMArena encontrou uma diferença importante entre a ficha e o uso real. O veículo avaliou o som como mais limpo, mas mediu volume ligeiramente menor que no modelo anterior, portanto os percentuais divulgados pela Sony devem ser tratados como alegações da fabricante, não como resultado independente.

A entrada de 3,5 mm para fone com fio continua na parte superior, acompanhada de recursos de áudio de alta resolução e suporte a codecs para Bluetooth. O Xperia 10 VIII também aceita cartão microSD de até 2 TB, opção para ampliar os 128 GB internos sem depender apenas da nuvem.

Essas duas conexões se tornaram pouco comuns em celulares intermediários mais caros. Elas são o principal argumento para quem já tem um bom fone com cabo ou guarda uma biblioteca grande de músicas, vídeos e jogos em cartão removível.

O processador vem do modelo anterior

Por dentro, o Xperia 10 VIII repete o Snapdragon 6 Gen 3, processador da Qualcomm usado no Xperia 10 VII, com 8 GB de memória RAM e 128 GB de armazenamento. Há ainda memória virtual de até 6 GB, recurso que reserva parte do armazenamento para manter mais aplicativos abertos, embora essa área seja mais lenta que a RAM física.

A repetição aparece nos números de desempenho. No Geekbench 6, que compara a capacidade do processador em tarefas curtas e paralelas, o GSMArena registrou 983 pontos com um núcleo e 2.805 pontos com vários núcleos; o Xperia 10 VII marcou 1.024 e 2.943 pontos no mesmo banco do veículo.

No teste gráfico 3DMark Wild Life Extreme, os dois aparelhos chegaram aos mesmos 867 pontos no melhor resultado. Isso não significa que o celular seja incapaz de rodar aplicativos cotidianos, mas confirma que a troca de geração não trouxe avanço mensurável de potência.

O sistema é o Android 16 com poucas alterações visuais da Sony. A empresa promete quatro atualizações principais do Android e seis anos de correções de segurança, prazo que dá uma referência de suporte, embora a data exata de encerramento possa variar conforme a chegada do aparelho a cada mercado.

O recurso novo mais visível no software se chama Rewards & Pay. Dois toques no botão de energia abrem uma lista personalizável de aplicativos, que pode reunir carteiras digitais, programas de fidelidade ou qualquer outro app escolhido pelo usuário.

O aparelho também traz o Circule para Pesquisar, ferramenta do Google que inicia uma busca ao marcar algo exibido na tela, e o Gemini pré-instalado. São recursos fornecidos pelo Google, não uma plataforma própria de inteligência artificial desenvolvida pela Sony.

Câmeras repetem a geração passada

O conjunto traseiro tem câmera principal de 50 megapixels com estabilização óptica e uma ultrawide de 13 megapixels, destinada a enquadramentos mais abertos. A câmera frontal tem 8 megapixels, e o botão físico dedicado à fotografia permanece na lateral do aparelho.

A ficha é essencialmente a mesma do Xperia 10 VII. No teste do GSMArena, a câmera principal entregou bom nível de detalhes durante o dia, mas exagerou no contraste e deixou ruído visível; a ultrawide perdeu nitidez e teve desempenho especialmente fraco à noite.

A câmera principal grava em 4K a 30 quadros por segundo, enquanto a ultrawide e a frontal ficam limitadas a Full HD a 30 quadros por segundo. O site elogiou a estabilização eletrônica, mas encontrou sombras muito escuras e luzes estouradas nos vídeos noturnos.

Essas medições ajudam a separar o anúncio de uma conclusão de compra. A Sony destaca fotos noturnas no vídeo oficial, porém o ensaio independente indica que a câmera não acompanha o preço pedido quando a iluminação cai.

Bateria de dois dias depende do uso

A bateria mantém 5.000 mAh, e a Sony anuncia até dois dias longe da tomada. A estimativa da fabricante considera seis horas diárias de uso e 18 horas em espera, com navegação, vídeo, jogos e outras atividades; a autonomia real varia com sinal, brilho e aplicativos.

A empresa também afirma que a bateria preserva o desempenho por quatro anos, cálculo baseado em simulações de ciclos de carga e descarga. O sistema Battery Care reduz o tempo em que a carga fica parada em 100%, prática que ajuda a diminuir o desgaste químico ao longo dos anos.

No uso medido pelo GSMArena, o Xperia 10 VIII garantiu um dia com segurança, mas não se destacou diante dos rivais. O veículo também observou pico abaixo de 26 W durante a recarga com um carregador USB Power Delivery de 30 W, padrão que negocia a potência entre aparelho e fonte.

A carga chegou a 23% em 15 minutos, 42% em meia hora e 100% em 1 hora e 39 minutos. O carregador e o cabo USB não acompanham o produto, portanto o comprador precisa usar acessórios compatíveis que já tenha ou adquiri-los separadamente.

Um corpo estreito para uma escolha de nicho

O Xperia 10 VIII mede 153 por 72 por 8,3 mm e pesa 168 gramas. A tela de 6,1 polegadas e a largura de 72 mm formam um corpo menor que o de muitos intermediários atuais, característica útil para quem prefere operar o celular com uma mão.

A traseira usa material transparente com acabamento fosco, segundo a Sony, e o corpo possui proteção IP65 e IP68 contra poeira, jatos de água e imersão em condições controladas. O vidro frontal é o Gorilla Glass Victus 2.

A combinação de tamanho, cartão de memória, entrada para fone e alto-falantes frontais dá ao aparelho uma identidade clara. Ao mesmo tempo, processador, câmeras, bateria e capacidade interna praticamente repetem a geração anterior, enquanto o preço europeu subiu em relação ao lançamento do Xperia 10 VII.

Na rua, a tela mais forte facilita enxergar o mapa; em casa, o fone com fio e o cartão microSD continuam funcionando sem adaptadores. A conta de 599 euros dirá se essa praticidade compensa um hardware tão parecido com o do ano passado.